Os dias
talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem.
(Marcel
Proust)
Profissionais de todos os segmentos vêm enfrentando o problema
do tempo. São várias as cobranças, pressão por resultados, expectativa de
contratados e contratantes e o dilema constante: "tanto a fazer e tão
pouco tempo".
Para solucionar essa questão, o primeiro passo é sempre o
mesmo: planejamento. Quanto mais tarefas e obrigações,
mais importante é planejar e ter percepção do conjunto. É fundamental que
esteja definido aonde se precisa chegar. Aliás, quanto mais refletimos sobre
assuntos relacionados a empreendedorismo, gestão, administração, gerenciamento,
liderança, mais evidente fica o quanto é primordial saber aonde se quer chegar,
para que todo o restante tenha um sentido.
Ao contrário do que possa parecer em um primeiro momento, não
é aconselhável planejar 100% do tempo disponível. Experimente planejar de 80% a
85% do tempo e deixe o restante para imprevistos e emergências.
Faça uma lista de tudo o que precisa ser feito. Se você não
tem este hábito, inicie fazendo a lista do dia e evolua para a semana, para o
mês... É preciso começar.
Assim que fizer a lista, classifique suas atividades
destacando as urgentes e as importantes. Se você é uma das muitas pessoas que
se confunde com esses conceitos, veja a dica:
Urgência tem a ver com o tempo. Uma tarefa urgente é aquela que tem
um prazo pequeno em função de sua complexidade. Precisa ser executada logo para
que não se perca o prazo.
Importante tem a ver com o seu objetivo. É que traz resultados
significativos em relação a onde você precisa chegar.
As tarefas podem ser urgentes e importantes,
urgentes e não importantes e vice-versa. Solucionada esta
questão, é a vez de definir as prioridades, ou seja, a
ordem em que serão executadas.
Mais importante do que listar e classificar é ter disciplina
para cumprir a programação. Não é raro as tarefas urgentes provocarem grande
stress em função da pressão do prazo de entrega associado à qualidade e
eficiência. Ao final de tarefas urgentes as pessoas procuram executar uma
tarefa leve. Pensam que assim o tempo não é "desperdiçado". A verdade
é que seria melhor parar por uns 15 ou 20 minutos para descansar e retornar
executando a tarefa programada e necessária - não a mais confortável. Essa é a
"armadilha" da administração do tempo. Cair nela implica em
permanecer com baixos níveis de produtividade e altos níveis de frustração,
executando tarefas urgentes e "apagando incêndios".
Comece a planejar. Insista neste exercício e perceberá que,
mesmo quando o dia não for muito bom, será muito melhor que os dias em que suas
ações ocorrem "ao sabor do vento".
O que se pode concluir é que administração do tempo é um
comportamento e requer disciplina. O tempo é o mesmo para todos: grandes e
pequenos empresários, líderes e liderados. Todos os dias se iniciam com o mesmo
saldo de minutos. O que é feito com eles determina seu futuro e seu sucesso,
seja ele profissional ou pessoal. Assuma o controle e colha os resultados.
Soraia de J. Santos Cury é
administradora com MBA em finanças pelo IBMEC, capacitada em Mediação e
Arbitragem Empresarial pela CBMAE, consultora de empresas e sócia da Santos
& Cury Consultoria Empresarial. Leia seu blog: http://soraiascury.blogspot.com |
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