Ativos intangíveis foi assunto para debate em live do Conselho

Ativos intangíveis foi assunto para debate em live do Conselho

Na noite da última sexta-feira (07/08), o Conselho Regional de Administração de Minas Gerais transmitiu, em seu canal no YouTube, o webinar “Gestão de Ativos Intangíveis” (Clique aqui e assista). O evento contou com a mediação do Adm. Haddon Guimarães (Coordenador do Grupo Temático CRA-MG Inovação, Mentor e Consultor) e com a participação de Rogério Filgueiras (Especialista em patentes) e Rodrigo Lamar (Cofundador da Agruppa BPO).

Para entender um pouco mais…

De forma simplificada, os ativos intangíveis podem ser caracterizados como aqueles que não possuem existência física, ou seja, esses ativos são tudo aquilo que você não pode tocar, mas que possuem valor significativo para as empresas e negócios, como os direitos de exploração de serviços públicos, marcas, patentes, direitos autorais, softwares ou fundos de comércio, por exemplo.

Rogério Filgueiras salientou para um ponto de observação: as empresas com maior valor de marca, curiosamente, são as do ramo tecnológico, por gerarem muito conhecimento intangível e inovações em tecnologia, como Apple, Google e Amazon, que estão no topo do ranking.

“A palavra certa para definir o ativo intangível é a diferenciação. São ativos singulares e que protegem o que as empresas têm de diferente, gerando vantagens competitivas sobre a concorrência”, explicou o especialista em patentes.

Rodrigo Lamar acredita que a pandemia trouxe novos olhares para o tema e, consequentemente, obrigou as empresas a evoluírem para a expertise do “fazer acontecer”. “O que eu sinto hoje, no limiar da inovação, é que precisamos entregar o valor para o cliente, não só da criação de uma marca ou projeto, por exemplo, mas o valor da criação do novo, do inusitado, abrindo as portas para novas possibilidades de negócios”, salientou.

Rogério ressaltou para a importância da marca na gestão e na divulgação de uma franquia, atentando que este processo não é tão simples quanto parece. “Quando pensamos em franquia, automaticamente já pensamos no licenciamento da marca, mas todo o processo industrial, de automação e fabricação também são licenciados, só que para além disso, existe também, o processo de patentes para o ciclo geral da sua marca e/ou empresa”, explicou.

Por fim, Rodrigo Lamar disse que o mais importante, quando se estabelece um contrato de franquia, é a responsabilidade pela transferência de know how (saber como fazer). “Quando você compra uma franquia e opta por empreender neste formato, que é um dos mais rápidos para se amadurecer, você acaba recebendo uma carga de know how e apoio muito elevada. E juntos, franqueado e franqueador, potencializam um negócio que é sinérgico e bastante simbiótico, deixando bem claro o papel de ambas as partes”, esclareceu  o cofundador da Agruppa BPO.